Há uma carência em mim que não entendo.
Do tipo nunca estar satisfeita.
De no fundo, nunca saber quem eu sou.
Carência de marido, carência de amigos, carência de atenção, carência, carência, carência.
Há também uma profunda cobrança rígida minha para comigo.
Eu me acho muito aquém.
Vejo donas de casa tão perfeitas, que conseguem dar conta de tudo. E eu aqui me achando a pessoa mais explorada e mais cansada e mais tudo de lamentações que alguém possa imaginar.
Não sei que rumo tomar. Tento melhorar, mas me parece nunca ser o suficiente.
Perdi os amigos. Perdi as gargalhadas. Perdi aquela alegria genuína da juventude. A tarde descompromissada na praia. Os biquinis. As risadas de doer a barriga.
Nunca mais dei uma risada dessas.
Me questiono.
A culpa é minha, é do marido, é dos amigos, é da vida, é de quem?
Tudo muda, mas pode ser pra melhor.
Há coisas na vida que não podemos perder.
A alegria é uma delas.
A leveza é outra.
Achar graça das coisas a ponto de rir até a barriga doer é outra.
Onde estou? O que vou fazer agora? Como mudar? Como melhorar? Por onde começar?
Tentar desnublar a visão.
Preciso de sol na alma. No corpo. Na vida.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Cada vez mais eu fui sendo menos eu com você.
Cada vez menos eu eu fui me abrindo com você.
Cada vez mais você foi me julgando, querendo me moldar.
Você esqueceu de continuar sendo meu amigo.
Amigo é aquele que compreende.
Cada vez menos eu fui encontrando um lugar de colo, de abrigo, de confiança.
Cada vez mais o meu porto seguro foi ficando distante.
Cada vez mais eu fui ficando menos livre com você.
Cada vez mais eu encontrava julgamento ao invés de apoio, de amparo.
Cada vez mais eu sentia que não era eu.
Eu estava virando um robô.
Alguém cujas emoções são amarradas. Controladas. Domadas.
Eu perdi a minha liberdade.
E a culpa é sua ou é minha?
Você fez o caminho. Eu o segui porque quis.
Acho que a culpa é nossa. Não sei.
Só sei que você está me perdendo.
Eu estou me perdendo.
Você não é mais quem costumava ser.
Talvez devêssemos ter nos conhecido melhor antes.
Não sei que rumo tomar, mas lamento.
Por enquanto, só lamento.
Cada vez menos eu eu fui me abrindo com você.
Cada vez mais você foi me julgando, querendo me moldar.
Você esqueceu de continuar sendo meu amigo.
Amigo é aquele que compreende.
Cada vez menos eu fui encontrando um lugar de colo, de abrigo, de confiança.
Cada vez mais o meu porto seguro foi ficando distante.
Cada vez mais eu fui ficando menos livre com você.
Cada vez mais eu encontrava julgamento ao invés de apoio, de amparo.
Cada vez mais eu sentia que não era eu.
Eu estava virando um robô.
Alguém cujas emoções são amarradas. Controladas. Domadas.
Eu perdi a minha liberdade.
E a culpa é sua ou é minha?
Você fez o caminho. Eu o segui porque quis.
Acho que a culpa é nossa. Não sei.
Só sei que você está me perdendo.
Eu estou me perdendo.
Você não é mais quem costumava ser.
Talvez devêssemos ter nos conhecido melhor antes.
Não sei que rumo tomar, mas lamento.
Por enquanto, só lamento.
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