Eu abro o meu email e não há mais nada lá. Não há mais amigos. Ninguém lembra. Ninguém mais sente saudade. NInguém escreve falando abobrinhas ou contando coisas sérias da vida. Perdi. Perdi tanta coisa. Tudo mudou tanto. Não se vive de passado, eu sei, mas puxa vida, o meu passado se dissolveu como uma pedra de gelo em cima da pia. Foi assim, aos poucos, mas foi de vez. E hoje eu não tenho mais nada. Não tenho mais amigos. Tudo é diferente. Os que eu mantive, é estranho, nada mais parece ser o mesmo. Eu é que mudei, não foi? Talvez eu esteja nesse meio, nesse nada, nesse caminho paralelo, onde eu não me reconheço e consequentemente não tenho como reconhecer ninguém. Eu queria ser uma nova pessoa, mas não to conseguindo. O que eu estou me tornando é muito distante do que eu sou em essência. E não sei se estou fazendo isso pelos motivos certos. São necessários muitos sacrifícios DA MINHA PARTE para que tudo dê certo. E eu estou BEM cansada disso. BEM CANSADA MESMO. Amar é muito fácil quando são só palavras. Todo discurso é muito bonito enquanto não se vive aquilo e se pratica aquilo que discursa. Umas coisas que não entendo. Amor e orgulho não combinam. Amar é sacrifício? Esse negócio de que cada um tem o seu jeito de amar, eu até concordo, mas tem gente que tem um jeito muito estranho mesmo de amar. Um amor que eu realmente não entendo, e, pra ser honesta honestíssima, eu não acredito que seja amor. Um amor onde o orgulho predomina, onde não se é capaz de pedir perdão, onde não se cede, onde se aje como um filhinho de mamãe mimadinho que quer que a sua vontade seja feita sempre, sei lá, não sei onde posso achar amor aí. Amar pra fuder é fácil. Eu te amo com o pau na minha boceta é mole. Amar de verdade é naquele momento em que você quer mandar a pessoa se fuder, mas você pára e pensa que ama aquela pessoa e aí vocÊ respira fundo e consegue ser amável, gentil e compreensivo com ela, porque afinal vc a ama. E amar é tratar bem. Amar é ser amável.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Há uma carência em mim que não entendo.
Do tipo nunca estar satisfeita.
De no fundo, nunca saber quem eu sou.
Carência de marido, carência de amigos, carência de atenção, carência, carência, carência.
Há também uma profunda cobrança rígida minha para comigo.
Eu me acho muito aquém.
Vejo donas de casa tão perfeitas, que conseguem dar conta de tudo. E eu aqui me achando a pessoa mais explorada e mais cansada e mais tudo de lamentações que alguém possa imaginar.
Não sei que rumo tomar. Tento melhorar, mas me parece nunca ser o suficiente.
Perdi os amigos. Perdi as gargalhadas. Perdi aquela alegria genuína da juventude. A tarde descompromissada na praia. Os biquinis. As risadas de doer a barriga.
Nunca mais dei uma risada dessas.
Me questiono.
A culpa é minha, é do marido, é dos amigos, é da vida, é de quem?
Tudo muda, mas pode ser pra melhor.
Há coisas na vida que não podemos perder.
A alegria é uma delas.
A leveza é outra.
Achar graça das coisas a ponto de rir até a barriga doer é outra.
Onde estou? O que vou fazer agora? Como mudar? Como melhorar? Por onde começar?
Tentar desnublar a visão.
Preciso de sol na alma. No corpo. Na vida.
Do tipo nunca estar satisfeita.
De no fundo, nunca saber quem eu sou.
Carência de marido, carência de amigos, carência de atenção, carência, carência, carência.
Há também uma profunda cobrança rígida minha para comigo.
Eu me acho muito aquém.
Vejo donas de casa tão perfeitas, que conseguem dar conta de tudo. E eu aqui me achando a pessoa mais explorada e mais cansada e mais tudo de lamentações que alguém possa imaginar.
Não sei que rumo tomar. Tento melhorar, mas me parece nunca ser o suficiente.
Perdi os amigos. Perdi as gargalhadas. Perdi aquela alegria genuína da juventude. A tarde descompromissada na praia. Os biquinis. As risadas de doer a barriga.
Nunca mais dei uma risada dessas.
Me questiono.
A culpa é minha, é do marido, é dos amigos, é da vida, é de quem?
Tudo muda, mas pode ser pra melhor.
Há coisas na vida que não podemos perder.
A alegria é uma delas.
A leveza é outra.
Achar graça das coisas a ponto de rir até a barriga doer é outra.
Onde estou? O que vou fazer agora? Como mudar? Como melhorar? Por onde começar?
Tentar desnublar a visão.
Preciso de sol na alma. No corpo. Na vida.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Cada vez mais eu fui sendo menos eu com você.
Cada vez menos eu eu fui me abrindo com você.
Cada vez mais você foi me julgando, querendo me moldar.
Você esqueceu de continuar sendo meu amigo.
Amigo é aquele que compreende.
Cada vez menos eu fui encontrando um lugar de colo, de abrigo, de confiança.
Cada vez mais o meu porto seguro foi ficando distante.
Cada vez mais eu fui ficando menos livre com você.
Cada vez mais eu encontrava julgamento ao invés de apoio, de amparo.
Cada vez mais eu sentia que não era eu.
Eu estava virando um robô.
Alguém cujas emoções são amarradas. Controladas. Domadas.
Eu perdi a minha liberdade.
E a culpa é sua ou é minha?
Você fez o caminho. Eu o segui porque quis.
Acho que a culpa é nossa. Não sei.
Só sei que você está me perdendo.
Eu estou me perdendo.
Você não é mais quem costumava ser.
Talvez devêssemos ter nos conhecido melhor antes.
Não sei que rumo tomar, mas lamento.
Por enquanto, só lamento.
Cada vez menos eu eu fui me abrindo com você.
Cada vez mais você foi me julgando, querendo me moldar.
Você esqueceu de continuar sendo meu amigo.
Amigo é aquele que compreende.
Cada vez menos eu fui encontrando um lugar de colo, de abrigo, de confiança.
Cada vez mais o meu porto seguro foi ficando distante.
Cada vez mais eu fui ficando menos livre com você.
Cada vez mais eu encontrava julgamento ao invés de apoio, de amparo.
Cada vez mais eu sentia que não era eu.
Eu estava virando um robô.
Alguém cujas emoções são amarradas. Controladas. Domadas.
Eu perdi a minha liberdade.
E a culpa é sua ou é minha?
Você fez o caminho. Eu o segui porque quis.
Acho que a culpa é nossa. Não sei.
Só sei que você está me perdendo.
Eu estou me perdendo.
Você não é mais quem costumava ser.
Talvez devêssemos ter nos conhecido melhor antes.
Não sei que rumo tomar, mas lamento.
Por enquanto, só lamento.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Às vezes não há com quem falar. Às vezes a única coisa que se tem é uma imensa vontade de sair correndo. Porque seu melhor amigo não vai te entender. Sua mãe não vai te entender. Seu marido vai te entender, mas ele também está passando por maus momentos e você não quer piorar o estado dele. Então não sobra ninguém além de Deus. Só Deus. Mas nem sempre você pode parar e conversar com Deus no meio de tanta gente, então você fica tentando. Tentando se controlar. Tentando não sair correndo e chorando. Tentando não se lamentar demais, afinal você só tem obtido vitórias nas lutas. Mas é uma luta atrás da outra, então há esses momentos de cansaço. De vontade de agachar num cantinho e chorar e chorar. E ainda tiraram o seu cantinho de choro do trabalho, porque tá tudo em obras. Tudo em construção. Tudo sendo moldado. Tudo sendo quebrado pra melhorar. Pra ficar mais bonito. Pra ficar bem feito. Inclusive a sua vida. De repente, enquanto escreve, você percebe que a sua vida também está em obras. Pra ficar mais bonita. Pra ficar mais forte. Pra ficar mais alicerçada. Pra ficar melhor. É. Obras.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
A vida muda. A gente muda. Um pouco. Não muito. Acho que, na verdade, sempre traremos resquícios. Restos de quem fomos. Restos que não gostamos, mas que não saem de nós. Aquela carência. Aquele eterno "se sentir sozinha". Ou SER sozinha. Você casa, tem filhos, mas certas coisas não mudam. Não muda por exemplo aquele seu medo de que tudo mude. O seu namorado muda. Ele vira marido. E as mensagens mudam. Elas ficam menos amorosas e mais práticas. Menos te amos e mais "já pagamos?". E se esquece de como era. Eu não esqueço. Eu só lamento. Lamento por mudar. Acho triste. Por que tantos não conseguem manter o romance? Por que muda a constância dos te amos? Por que muda a intensidade do amor? Porquê? Continuo não mudando em não me adaptar às mudanças. Continuo sendo uma eterna carente. Agora com marido e filha. Mas sempre precisando de amor e atenção ao extremo e sempre brigando comigo mesma pra não ser assim, sempre me chamando à racionalidade quando necessário. Sempre tentando duramente, ao menos. Sei lá. Mas não é legal mudar certas coisas. Mas também não adianta lutar contra. O que tiver que ser, vai ser, do jeito que for. O que tiver que mudar, vai mudar. E não depende de mim. E nem a culpa será minha.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Quatro da tarde, e todo mundo no escritório. Por ‘todo mundo’ entenda-se: meus 3 chefes. O novo, o velho e a anciã. E isso me agonia. Eu vou ficando agoniada, vai me dando um nervoso, pra que tanta gente assim no escritório? Ninguém faz porra nenhuma, ficam aqui só pra me irritar e me atrapalhar e atrapalhar o meu sossego em plena segunda-feira, inicio da semana, que já começou com uma noite pessimamente dormida, meu deus, eu e meus pesadelos, eles não acabam, não vão acabar nunca, nunca mais eu terei uma noite de sono tranquila, leve e feliz, essa noite eu estava com sono, sono, sono, mas quando pegava no sono, acordava sobressaltada, pesadelos e minha imaginação muito, muito fértil, será que foi a porra daquela vela de erva-doce? Mas vela de erva-doce não seria, teoricamente, pra acalmar, cacete? Porque cargas d’agua eu não consegui dormir então? Quando peguei no sono, béééééééééé, o despertador toca, e é hora de acordar e eu levo meia hora pra conseguir me arrastar levantar, e venho pra cá, e agora são quatro, quatro da tarde e todo mundo ainda tá aqui, só pra me irritar. Me irritar e me impedir de ouvir as novas músicas da Amy (ao menos eu acho que são, não sei, não dá pra ouvir a porra da música, porque tem um monte de gente aqui!). Eu quero ganhar na mega-sena. Quando eu ganhar na mega-sena, vou fazer questão de não contar pra ninguém e continuar vindo trabalhar, só pra numa hora dessas poder gritar "porra, vocês não vão embora não, caralho? Vocês não têm uma vida?". E vou dizer isso e ficar mais leve, leve, leve e vou dizer várias coisas que penso, sem medo de ser feliz, porque serei milionária sem me preocupar se serei mandada embora ou não.
Eu não tenho palavras pra descrever o que foi o episódio "The midnight hour", de Grey's Anatomy, pra mim. O que dizer? Que foi escrito pra mim? Que a Shonda deu uma olhada no meu coração e me deu o episódio de presente pra que eu me debulhasse em lágrimas, por horas e horas, em plena tarde ensolarada de um domingo? Que eu sou aquela garotinha que não quer ser um problema pra ninguém, e que assume toda a responsabilidade pra ela, que aguenta o rojão sozinha só pra preservar aqueles que ama, e tudo sem dar um pio, e vai acumulando, acumulando, e não fala pra ninguém e que tudo que eu queria era que alguém enxergasse isso e me desse um ombro, só um ombro pra dormir? Se tem um episódio de Grey's Anatomy que me acertou em cheio, que disse tudo o que eu sinto, e que resume toda a confusão de sentimentos que me assola ultimamente, foi esse. E, afinal, se você quer saber quem eu sou, oi, eu sou essa garotinha e também não durmo há muito tempo.
http://www.youtube.com/watch?v=LZycBRrab-8
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Hoje saí na hora do almoço para procurar mesa de cozinha. Gente. Desde quando as mesas ficaram TÃO caras? Fiquei tão frustrada. Esperava conseguir achar uma mesa boa e baratinha. Mas não. A mais barata custava duzentos reais. O que, na minha atual situação, é cara. MUITO cara. Porque era uma mesa pequena, dobrável e ainda com banquetas! Nem era cadeira. Eu esperava achar uma mesa por 150, parcelada em 10x sem juros, hahahaha. Muito inocente. Enfim. Essa correria toda pra achar uma mesa, era porque uma amiga muito querida está vivendo um momento meio chato e eu queria recebê-la lá em casa, cozinhar, fazer coisas gostosas, e queria ao menos ter uma MESA DECENTE pra bicha poder sentar. Mas não vai dar. Não adianta. Não posso gastar mesmo. Acho que vou ter que pegar a mesa velha que deixei na quitinete antiga, hohoho. Daí disfarço com uma toalha dessas lojas de 1,99. Ai, como é difícil essa coisa de ficar sem dinheiro, oh, Lord.
Assinar:
Postagens (Atom)