Às vezes não há com quem falar. Às vezes a única coisa que se tem é uma imensa vontade de sair correndo. Porque seu melhor amigo não vai te entender. Sua mãe não vai te entender. Seu marido vai te entender, mas ele também está passando por maus momentos e você não quer piorar o estado dele. Então não sobra ninguém além de Deus. Só Deus. Mas nem sempre você pode parar e conversar com Deus no meio de tanta gente, então você fica tentando. Tentando se controlar. Tentando não sair correndo e chorando. Tentando não se lamentar demais, afinal você só tem obtido vitórias nas lutas. Mas é uma luta atrás da outra, então há esses momentos de cansaço. De vontade de agachar num cantinho e chorar e chorar. E ainda tiraram o seu cantinho de choro do trabalho, porque tá tudo em obras. Tudo em construção. Tudo sendo moldado. Tudo sendo quebrado pra melhorar. Pra ficar mais bonito. Pra ficar bem feito. Inclusive a sua vida. De repente, enquanto escreve, você percebe que a sua vida também está em obras. Pra ficar mais bonita. Pra ficar mais forte. Pra ficar mais alicerçada. Pra ficar melhor. É. Obras.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
A vida muda. A gente muda. Um pouco. Não muito. Acho que, na verdade, sempre traremos resquícios. Restos de quem fomos. Restos que não gostamos, mas que não saem de nós. Aquela carência. Aquele eterno "se sentir sozinha". Ou SER sozinha. Você casa, tem filhos, mas certas coisas não mudam. Não muda por exemplo aquele seu medo de que tudo mude. O seu namorado muda. Ele vira marido. E as mensagens mudam. Elas ficam menos amorosas e mais práticas. Menos te amos e mais "já pagamos?". E se esquece de como era. Eu não esqueço. Eu só lamento. Lamento por mudar. Acho triste. Por que tantos não conseguem manter o romance? Por que muda a constância dos te amos? Por que muda a intensidade do amor? Porquê? Continuo não mudando em não me adaptar às mudanças. Continuo sendo uma eterna carente. Agora com marido e filha. Mas sempre precisando de amor e atenção ao extremo e sempre brigando comigo mesma pra não ser assim, sempre me chamando à racionalidade quando necessário. Sempre tentando duramente, ao menos. Sei lá. Mas não é legal mudar certas coisas. Mas também não adianta lutar contra. O que tiver que ser, vai ser, do jeito que for. O que tiver que mudar, vai mudar. E não depende de mim. E nem a culpa será minha.
Assinar:
Postagens (Atom)