terça-feira, 4 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Minha obsessão por você me assusta. Ela não é tão grave, a ponto de me fazer te procurar pela cidade. Não é esse tipo de obsessão, não é assim que eu quero você. Mas é uma obsessão no sentido de que eu preciso de você pro meu dia fazer algum sentido, eu preciso de você pro meu dia ser alegre, eu preciso que você se preocupe comigo, seja gentil comigo, eu preciso que você seja sempre esse intocável homem dos meus sonhos. Tudo o que eu faço no dia é pensando em você. Cada foto que eu tiro, cada comida que coloco na boca, cada hora de estudo, cada seriado que eu vejo. É tudo pensando em você. Se isso não é obsessão, eu não sei mais o que é. Aí vem você e meio que estraga tudo. Desfaz essa imagem que eu construí. De perfeição. Aí vem você e se mostra um cara insensível, umbiguista e egoísta. Coisas que eu sei que você não é. Eu sei. Mas que você foi. Ah, isso foi. E ainda mentiroso, porque me disse que não estava fazendo nada, quando estava jogando. Mas com isso você meio que destrói o meu castelho de ilusões. Eu já não quero mais essa dependência. Mas eu ainda sou dependente. Então fico aqui, querendo tanto tanto algo mais. Mas que porra de ilusão ridícula é essa, eu não tenho nada de você, nunca tive e nunca vou ter. Que merda que eu fiz comigo mesma. Criei uma ilusão tão viva, que não consigo mais me desprender dela. Puta que pariu. Quero xingar todos os palavrões do mundo pra ver se acordo. Porque me vejo presa em uma teia de aranha. Quanto mais movimentos faço pra tentar sair, mais me fodo, digo, prendo. E agora me vejo aqui, sem você. Sem emails. Sem saber o que ficou entendido. Ou mal entendido. Mas não vou te escrever, não. Vou esperar. Porque... porque não sei. Dói. Mas se eu continuar com essa loucura, vai doer muito mais. Então vamos ver o que você vai fazer. Porque eu já fiz demais por nós dois.
domingo, 2 de setembro de 2007
Eu digo pra ele como me sinto. Digo que estou triste. Digo que estou estranha. Digo, porque no fundo espero que ele me salve. Espero que ele diga coisas doces, que me ofereça seu colo e que fique me mimando a noite inteira. Surprise, surprise, ele não me salva. Pelo contrário. Em um surto de egoísmo (aliás, ultimamente isso tem acontecido muito, com as mais diversas pessoas), ele ignora o meu estado e pensa no lado dele. Em como ele sempre fala tudo pra mim (que "tudo" é esse, eu não sei), e não sabe nada de mim. Em como ele deveria ser assim, como eu (???), desde o início. Então além da tristeza pela grande massa de nada que minha vida se torna, ainda acabo me afundando mais pensando que agora ele não vai mais me falar sobre ele, contar coisas, partilhar sensações. Ainda tento insistir. Tento fazer ele enxergar o que eu preciso. Mas aí o que recebo é um descaso, uma demora nas respostas. Como tenho aquele instinto que não sei se é bom ou ruim, entro em um site de jogos, e, voilá, descubro que ele está lá, jogando. Ao invés de dar atenção pra mim, joga. E demora pra me responder no msn. Faço uma última tentativa. Digo que, como ele está ocupado, eu vou sair. Ele insiste que não está fazendo nada. Mas eu estou ali, vendo. Então eu desisto, e saio. Ele ainda continuou por meia ou uma hora jogando. Depois saiu. E eu fiquei. Aqui. Chorando. Perdida. Querendo tanto, tanto, encontrar alguém que me salve. Mas permaneço sozinha. Pequena. Perdida.
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