segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Da imprevisibilidade da vida
Eu estou tão chocada com uma notícia, que não sei nem o que falar, mas preciso. Da imprevisibilidade da vida, essa. E olha que quando escrevi o post anterior, ainda não sabia da notícia. Do acidente. Do terrível acidente. Eu estava em casa, em frente ao micro, quando entrou a notícia no RJ TV. Eu virei pra tv, por um momento meu coração acelerou, pois uma pessoa querida estava na rua, e poderia estar pela Av. Brasil, mas quando eu vi que, graças a Deus, não era nenhum conhecido, eu só lamentei, claro, mas virei e a vida seguiu. Depois ouvi de novo sobre o acidente, e de novo, e de novo, e o quanto tinha sido horrível, e quando eu me toquei de que tinham crianças no carro, eu fiquei mais triste, mais sentida pelo ocorrido. Mas hoje minha mãe me liga. Pra contar que uma das crianças era o enteado do meu tio. Um menino de 10 anos, que eu conheci há uns 2 meses atrás. Um menino fofo, esperto, botafoguense. De quem eu tirei várias fotos. Com quem eu comemorei por sermos botafoguenses. Que gostou de mim, e que na despedida veio me dar um abraço imenso e um beijo. E assim, morreu. Aquele menino fofo e lindo. Que amava tanto, tanto o pai, e morreu junto com ele. A família diz que o pneu estourou. Os jornais não dizem nada sobre. Mas a questão nem é essa. É de como as coisas acontecem. E nos deixam assim, impactadas. Eu estou tremendo até agora. Não to conseguindo tirar isso da cabeça. Porque é triste. Nem vou falar do estado da mãe. Estou falando só no meu estado mesmo. De saber que uma tragédia que até há pouco eu achava que tinha sido “distante”, foi com uma pessoinha razoavelmente próxima. E eu jamais, jamais, iria imaginar.
Ando pensando muito (devido à coincidência de ter assistido um episódio de seriado e um filme que falassem da mesma coisa) no seguinte: você recebe a notícia de que vai morrer em 3 meses, e só aí então resolve aproveitar a vida, espremê-la ao máximo pra tirar todo o suco (e gomos e bagaços) que ela tem a lhe oferecer. Oras. Por quê? Por quê esperar um limite, por quê esperar o pouco tempo de vida, para só então aproveitá-la? Por quê não podemos aproveitar a vida ao máximo diariamente, sem o tempo contado? Qual a diferença? Por quê, ao sabermos que vamos morrer, resolvemos mandar todo o medo embora e nos jogarmos? Por acaso temos alguma garantia de que nossa vida não terminará amanhã, ainda que não tenhamos recebido essa notícia de um médico? Por um acaso sabemos quanto tempo nos resta, para nos darmos ao luxo de viver uma vida restrita? Por um acaso sabemos se vamos viver mais 30 anos, ou 3 dias? Não! Então, por quê desperdiçar? Por quê brincar com a sorte, por quê perder tempo? Vivamos cada minuto ao máximo, como se tivéssemos recebido a notícia de que temos 3 meses de vida! Por quê não? O que nos garante que não? Ou que sim? Mas há a garantia de que sim, seremos muito mais felizes vivendo com toda a intensidade que queremos, mas temos medo de fazê-lo. Seremos muito mais felizes ao viver a vida para nós mesmo. Viva a sua vida para si, e não para os outros. Por que o final dela, nem você sabe.
sábado, 27 de outubro de 2007
Ele disse adeus. Ele nunca dizia adeus quando se despedia. Eu estranhei. Até pensei. "Adeus?". Mas, no fundo, respirei aliviada. Poderia ser um adeus. Digo, eu estava preparada, caso fosse um adeus. Mas tinha dúvidas ainda, se era ou não. O adeus não saiu da minha cabeça, mas ele sim. Uma semana se passou, e eu praticamente não senti a sua falta. "Praticamente", nada. Eu não senti a sua falta, ponto. Não sei o que aconteceu. Mas a única coisa que consigo pensar é que pode ter acabado do jeito que começou. Em um estalo. De repente. Sem explicação. Cheguei a cogitar a hipótese de que talvez eu realmente comecei enxergar o seu "eu" verdadeiro. Mas não é isso. Não assim, no sentido de que você tenha mudado, ou que você esse tempo todo estivesse fingindo ser de um jeito que não fosse o verdadeiro. Não mesmo, longe disso. Talvez, sim, talvez eu apenas tenha deixado de te enxergar como a pessoa que eu criei. A minha idéia de como você seria. E passei a te enxergar como você realmente é. Uma pessoa normal. De quem eu gosto muito, mas a minha vida não precisa acabar quando você não está. Espero que seja isso mesmo. Ainda é cedo pra falar qualquer coisa, só se passou uma semana. Mas eu não lembro de ter passado uma semana longe sem quase morrer de tanta falta sua que senti. E agora, tudo é diferente. E eu estou feliz com isso.
Confusão. Caos. Surdez. Todos os barulhos do mundo em minha mente. Correr. Correr, correr, correr. Fast, fast, fast. Lágrimas. Dor. Choro. Aquele, sem lágrimas. Segurar todas as lágrimas. Ainda correr, correr, correr. Até doer tudo. I never... I never... I neeeveeeeerrrrr... Som nas alturas. Limites. Não sei quais os meus. Nunca tentei ir além. Então corro. Corro, corro, corro, sem saber aonde essa estrada vai dar. Vigor. Gana. Vontade. Ir além. Superação. Força. Coragem. Perseverança. Vida. Mr. Brightside.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Estava pensando um dia desses no porquê de eu só ter linkado aqui o blog da Paula Lee. Bem, primeiro por que o blog dela é, de longe, um dos melhores blogs da atualidade. Ela escreve compulsivamente, você pode ficar lendo o blog dela por horas, tem muita coisa pra ler, nunca lhe falta assunto, você nunca fica carente de posts, são posts sobre assuntos variados, ela é apaixonante, passa sinceridade e verdade naquilo que escreve, e, principalmente, ela faz diferença na minha vida com seus posts. E isso é algo que não é pra qualquer um. Claro, eu leio outros blogs, muito bons também. Mas não sei, ultimamente ando procurando pessoas com aquele algo mais, que a gente não sabe muito bem explicar que algo mais é esse. E infelizmente está difícil de achar. Então eu meio que tenho preguiça de linkar blogs mais ou menos. O mundo blog mudou muito. Está virando uma coisa comercial demais, igual demais, perdeu-se a originalidade. Virou uma grande briga de egos, quem tem mais leitores, quem tem mais comentários, quem ganha qual prêmio, quem é da minha panela. Aquela coisa do início, de só escrever por escrever, de querer conhecer o vizinho, prestigiar, virar amigo, meio que está acabando. Não generalizando, claro. Mas em sua maioria, sim. É o que eu tenho visto. Por isso, por enquanto, só quero mesmo linkar a Paula. Ela é a única que transpira sinceridade e verdade. Sem maiores interesses. Ela ama escrever. E ela escreve bem. E eu aprendo com as coisas que ela escreve. E é isso o que me importa atualmente.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Tenho lido Bukowski. Ou melhor, descobri Bukowski. Claro, eu já tinha ouvido falar, e já tinha até curiosidade sobre. Sempre soube da idolatria de Clarah Averbuck por ele (junto com Leminski e Fante), e por aí já imaginava que só podia ser bom. Sim, a maior parte de meu conhecimento sobre literatura, filmes e arte em geral, vem da internet. Não vem da minha educação escolar, não vem de herança famíliar, não vem, infelizmente. Vem sim, da internet. Então, voltando ao Bukowski. Durante a bienal, em uma visita ao estande da L&PM Pocket, peguei vários livros que queria comprar. Mas, como o dinheiro é escasso, como faz uma pessoa que tenta controlar sua fome por comida, que cheira, cheira, cheira bastante aquilo que não vai comer, eu peguei os livros, os abracei, acariciei, folheei e... os deixei. Bem, tive que "peneirar". Então, de uns 10 livros que estavam na minha mão, eu escolhi 2 pra comprar. Um assassino entre nós, de Ruth Rendell, e "O capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio", de Bukowski. Por que eu escolhi esse livro? Não sei. Tinha em mãos outros livros maravilhosos, que eu queria muito ler, mas aquela setinha dentro de mim só indicava para o velho e bom marinheiro. Li primeiro o livro da Ruth, que havia sido indicação de uma pessoa em cujo gosto confio muito (e não me decepcionei, diga-se de passagem), e depois de uns dias, peguei, sem maiores pretensões, o do Buka pra ler. Comecei. E li, e li, e li. E não tinha vontade de parar, e que pena, o livro é tão pequeno, tão curto, acabou tão rápido. E estou lendo de novo. Porque me apaixonei pelo velho marinheiro. Me apaixonei por esse homem tão sincero, tão direto, tão íntimo e tão amigo das palavras. Me apaixonei por esse homem que é tão parecido comigo, que pensa como eu, e que consegue escrever de um jeito tão simples, mas com tanto magnetismo. E leio tantos trechos que me deixam com vontade de gritar "Eu acho a mesma coisa! Você não imagina o quanto eu estou feliz por ler tanta coisa em comum!". Me deixam com vontade de sentar e bater um papo com esse cara. Me deixam com vontade de chorar por ele já ter morrido. É tão triste isso. Saber que ele morreu. Por quê ele morreu? Ainda tinha tanto a escrever, tanto a ensinar. E eu me embebedo em suas palavras. Tão deliciosamente cruas, e tão absurdamente sensatas. Está tarde e escuro, estou escrevendo no meu quarto com a luz apagada, e estou só de calcinha e sutiã, janela aberta, enfim, isso é pra explicar o porquê não posso acender a luz agora (não quero dar tantas alegrias assim aos meus vizinhos), e por que não dá pra pegar o livro e escrever uns trechos dele aqui. Mas depois farei isso. Porque não dá pra não mostrar ao mundo as palavras desse homem. Porque é bom demais. E eu já carrego Bukowski comigo, no meu coração.
Mas mudando de assunto, estou assistindo ao jogo do Brasil x Equador, no Maracanã. Eu queria muito ter ido. Mas nem sabia desse acontecimento. Sim, sou uma alienada. Só fui saber hoje de manhã, juntamente com a notícia de que os ingressos já haviam se esgotado. Então agora assisto de casa. Mas acho bacana assistir um jogo do Brasil assim, tão pertinho, na nossa terra. Ver o povo todo vestido de verde e amarelo, vibrando (claro, depois do 3º gol. Porque antes, já estavam quase vaiando (oh! e enquanto escrevia isso, o Brasil fez um quarto gol LINDO! Do Robinho, claro. Não foi ele quem chutou a bola pro gol, mas foi ele quem fez o gol, e é isso que importa.). É muito boa essa energia. Tudo seria tão, tão, tão mais feliz se todos carregassem sempre esse sentimento consigo, não? E não é fácil? Conservar, manter essa energia, essa alegria, essa solidariedade, esse sentimento de unificação, todos sentindo a mesma alegria. É tão bonito. E tão simples. E tão fácil. Caramba, é tão fácil. Mas tão fácil. É só uma questão de consciência. É só parar um pouquinho pra pensar. Deixar de pensar em si e pensar em nós. No coletivo. Acho que justamente por ser tão fácil, é que se torna tão difícil. Ninguém está acostumado com nada tão fácil assim. E aí, não enxergam.
Quase meia noite, tenho que dormir. Amanhã queria acordar às 5, e começar a correr, mas já vi que não rola. Não amanhã. Quem sabe depois de. Quem sabe.
Mas mudando de assunto, estou assistindo ao jogo do Brasil x Equador, no Maracanã. Eu queria muito ter ido. Mas nem sabia desse acontecimento. Sim, sou uma alienada. Só fui saber hoje de manhã, juntamente com a notícia de que os ingressos já haviam se esgotado. Então agora assisto de casa. Mas acho bacana assistir um jogo do Brasil assim, tão pertinho, na nossa terra. Ver o povo todo vestido de verde e amarelo, vibrando (claro, depois do 3º gol. Porque antes, já estavam quase vaiando (oh! e enquanto escrevia isso, o Brasil fez um quarto gol LINDO! Do Robinho, claro. Não foi ele quem chutou a bola pro gol, mas foi ele quem fez o gol, e é isso que importa.). É muito boa essa energia. Tudo seria tão, tão, tão mais feliz se todos carregassem sempre esse sentimento consigo, não? E não é fácil? Conservar, manter essa energia, essa alegria, essa solidariedade, esse sentimento de unificação, todos sentindo a mesma alegria. É tão bonito. E tão simples. E tão fácil. Caramba, é tão fácil. Mas tão fácil. É só uma questão de consciência. É só parar um pouquinho pra pensar. Deixar de pensar em si e pensar em nós. No coletivo. Acho que justamente por ser tão fácil, é que se torna tão difícil. Ninguém está acostumado com nada tão fácil assim. E aí, não enxergam.
Quase meia noite, tenho que dormir. Amanhã queria acordar às 5, e começar a correr, mas já vi que não rola. Não amanhã. Quem sabe depois de. Quem sabe.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Às vezes eu acho que não consigo mais escrever como antigamente. Não que algum dia eu já tenha escrito algo que preste, but.
Eu queria muito, muito me libertar. Das vergonhas, dos medos, dessas coisas que só bloqueiam e sugam e te fazem minguar.
Acabo de receber o aviso de cobrança da administradora do cartão de crédito de uma fatura que eu já paguei, mas paguei com atraso de quase 15 dias. Levei um susto, mas já já vou ligar pra lá e resolver. Só sei é que foi bom, pra me lembrar de que eu sou pobre e não posso mais ficar gastando absurdamente no cartão de crédito. Ah sim, e que esse deve ser usado de preferência só em casos de emergência, e não de fome, como tem sido o caso.
A verdade é que a gente não sabe de nada, né? Por mais que ache que saiba. E (n) fim.
Eu queria muito, muito me libertar. Das vergonhas, dos medos, dessas coisas que só bloqueiam e sugam e te fazem minguar.
Acabo de receber o aviso de cobrança da administradora do cartão de crédito de uma fatura que eu já paguei, mas paguei com atraso de quase 15 dias. Levei um susto, mas já já vou ligar pra lá e resolver. Só sei é que foi bom, pra me lembrar de que eu sou pobre e não posso mais ficar gastando absurdamente no cartão de crédito. Ah sim, e que esse deve ser usado de preferência só em casos de emergência, e não de fome, como tem sido o caso.
A verdade é que a gente não sabe de nada, né? Por mais que ache que saiba. E (n) fim.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
E aí vem você e me ressucita. Eu, Anne, essa parte escondida de mim, essa eu que não quer ser vista, não pode ser sabida, jamais pode ser descoberta por você, porque você jamais pode saber o que eu continuo sentindo por você. Porquê? Por que você já deixou bem claro o que eu significo pra você. Nada. Uma distração virtual. Por mais que você diga palavras bonitas e por mais que você diga que eu sou única em uma determinada parte da sua vida (a virtual, of course), isso parece até significar alguma coisa, mas não significa nada, na verdade. Eu sou descartável pra você, e isso fica bem claro. Mas aí eu faço o favor de sonhar com você. A porra de um sonho maravilhoso. Aonde a imagem que eu criei de você se materializa pra mim. E você me beija. Um beijo maravilhoso, como eu sei que você tem, afinal, fui eu que te criei na minha mente. E eu só queria te ver, te conhecer, só pra destruir essa imagem que eu criei, só pra destruir esse príncipe encantado em que eu te transformei, meu deus, eu preciso tirar essa imagem sua da minha mente, senão vou enlouquecer. Eu preciso tocar em você, pra ver que sua pele não é tão macia, que seu abraço não é tão envolvente, e nem aconchegante, e nem gigante, eu preciso ouvir a sua voz, pra ver que ela é feia, eu preciso sentir a sua lingua dentro da minha boca, pra saber que ela é dura, parada, rápida, que seu beijo é muito ruim, que seus carinhos são frios, enfim, EU PRECISO TE DESTRUIR, PRÍNCIPE ENCANTADO QUE EU CRIEI! Mas aí, o sonho. Você dirigindo o seu carro preto, como você me disse que tinha. E minha irmã no sonho. Você sendo legal com a minha família. Você todo sério, como eu gosto, e imagino. Você dormindo no volante, porque você tem dormido demais ultimamente, mesmo. E eu te chamando de dorminhoco, de soneca,. mas ainda assim me sentindo totalmente segura com você na direção. Você brincando comigo, desfazendo de mim, mas não de uma forma perjorativa, mas na brincadeira mesmo, querendo dizer o contrário de tudo o que está falando. E então, uma parada em algum lugar, pra minha irmã fazer alguma coisa, uma troca de lugares, e você de repente ao meu lado, cara a cara, olhos nos olhos, e você não resiste, ea gente se beija, e, ai, você me beija, e, meu deus, é tudo o que eu sempre sonhei, e eu não acredito, e eu não caibo em mim de tanta felicidade, e minha irmã entra no carro e eu não estou nem aí, eu quero é te beijar pra vida inteira, pra sempre, pra nunca mais desgrudar. E aí a gente pára de se beijar e você sorri, e eu sei, estamos apaixonados. E você votla a dirigir, e agora eu estou do seu lado, e você pára mais uma vez, e pega todos os seus sobrinhos, e alguém da sua família é apresentado a mim, e, nossa, meus sonho se tornando realidade, finalmente, e... acaba. Eu acordo. Sobressaltada. Perdi a hora. Por que eu acordei? Não acredito. Não acredito que depois de anos finalmente conheço o sabor do teu beijo, finalmente viro tua namorada, e isso só dura uma hora. E é um sonho. E eu queria que fosse realidade, tanto, tanto. E aí não me comporto em mim. Mas, surpreendentemente, não fico mal. Fico lembrando do sonho. De você. E cada vez mais convencida de que você é só uma invenção minha, mas eu preciso transformar essa ilusão em realidade rapidamente, pra ter certeza de que a ilusão nada tem a ver com a realidade. Ou destruir a ilusão na dúvida da realidade ser igual ou não. De qualquer maneira, ilusões eternas não são uma boa idéia. Eu preciso me desfazer dessa imagem que criei de você. Pra ontem.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Minha obsessão por você me assusta. Ela não é tão grave, a ponto de me fazer te procurar pela cidade. Não é esse tipo de obsessão, não é assim que eu quero você. Mas é uma obsessão no sentido de que eu preciso de você pro meu dia fazer algum sentido, eu preciso de você pro meu dia ser alegre, eu preciso que você se preocupe comigo, seja gentil comigo, eu preciso que você seja sempre esse intocável homem dos meus sonhos. Tudo o que eu faço no dia é pensando em você. Cada foto que eu tiro, cada comida que coloco na boca, cada hora de estudo, cada seriado que eu vejo. É tudo pensando em você. Se isso não é obsessão, eu não sei mais o que é. Aí vem você e meio que estraga tudo. Desfaz essa imagem que eu construí. De perfeição. Aí vem você e se mostra um cara insensível, umbiguista e egoísta. Coisas que eu sei que você não é. Eu sei. Mas que você foi. Ah, isso foi. E ainda mentiroso, porque me disse que não estava fazendo nada, quando estava jogando. Mas com isso você meio que destrói o meu castelho de ilusões. Eu já não quero mais essa dependência. Mas eu ainda sou dependente. Então fico aqui, querendo tanto tanto algo mais. Mas que porra de ilusão ridícula é essa, eu não tenho nada de você, nunca tive e nunca vou ter. Que merda que eu fiz comigo mesma. Criei uma ilusão tão viva, que não consigo mais me desprender dela. Puta que pariu. Quero xingar todos os palavrões do mundo pra ver se acordo. Porque me vejo presa em uma teia de aranha. Quanto mais movimentos faço pra tentar sair, mais me fodo, digo, prendo. E agora me vejo aqui, sem você. Sem emails. Sem saber o que ficou entendido. Ou mal entendido. Mas não vou te escrever, não. Vou esperar. Porque... porque não sei. Dói. Mas se eu continuar com essa loucura, vai doer muito mais. Então vamos ver o que você vai fazer. Porque eu já fiz demais por nós dois.
domingo, 2 de setembro de 2007
Eu digo pra ele como me sinto. Digo que estou triste. Digo que estou estranha. Digo, porque no fundo espero que ele me salve. Espero que ele diga coisas doces, que me ofereça seu colo e que fique me mimando a noite inteira. Surprise, surprise, ele não me salva. Pelo contrário. Em um surto de egoísmo (aliás, ultimamente isso tem acontecido muito, com as mais diversas pessoas), ele ignora o meu estado e pensa no lado dele. Em como ele sempre fala tudo pra mim (que "tudo" é esse, eu não sei), e não sabe nada de mim. Em como ele deveria ser assim, como eu (???), desde o início. Então além da tristeza pela grande massa de nada que minha vida se torna, ainda acabo me afundando mais pensando que agora ele não vai mais me falar sobre ele, contar coisas, partilhar sensações. Ainda tento insistir. Tento fazer ele enxergar o que eu preciso. Mas aí o que recebo é um descaso, uma demora nas respostas. Como tenho aquele instinto que não sei se é bom ou ruim, entro em um site de jogos, e, voilá, descubro que ele está lá, jogando. Ao invés de dar atenção pra mim, joga. E demora pra me responder no msn. Faço uma última tentativa. Digo que, como ele está ocupado, eu vou sair. Ele insiste que não está fazendo nada. Mas eu estou ali, vendo. Então eu desisto, e saio. Ele ainda continuou por meia ou uma hora jogando. Depois saiu. E eu fiquei. Aqui. Chorando. Perdida. Querendo tanto, tanto, encontrar alguém que me salve. Mas permaneço sozinha. Pequena. Perdida.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Tem dias em que você dorme mal, acorda pior, descobre que a sua única calça jeans limpa sujou misteriosamente, então você veste uma outra que estava jogada e é escura, então na verdade você nem sabe mesmo se ela está suja ou limpa, e o seu cabelo resolve se comportar da pior forma possível, você coloca uma blusa que não te ajuda em nada, só percebe que esqueceu de colocar os brincos quando já está no trabalho, sua cara é uma cara de madalena da porra, e você já sabe de antemão que vai ser um dia punk. E secretamente você deseja com todas as suas forças que durante esse dia apareça alguém pra te salvar. Alguém que enxergue além, alguém que veja mais do que essa blusa de freira e esse cabelo de maria que você está hoje.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Eu ando com medo de me mostrar. Me transformar em letras impressas numa página em branco à minha frente, pra todo mundo ler. Eu tenho um conto guardado na memória, que me persegue, mas eu não o acho. Ele está lá, em determinado momento da minha vida, mas só algumas palavras, na verdade está tudo tão embaçado, são lembranças fragmentadas que eu queria tanto recuperar e não acho o livro, não sei o autor, ninguém conhece o conto pelo nome, e minha vida se perde por aí. Eu deixei meu álbum de infância com o meu pai, quando minha mão saiu esbaforida daquela casa que tantas alegrias e tristezas nos trouxe, e eu procurei pegar tudo o que podia naquele curto espaço de tempo, naquela corrida, mas não, eu não peguei tudo, eu esqueci, ou melhor, eu não esqueci, eu deixei. Eu deixei lá o livro com o meu conto e eu deixei lá o álbum com minhas fotos. E eu nunca os resgatei. Nunca mais. Eu os perdi. E hoje eu os queria tanto, e a todo instante eu lembro. Do álbum e do livro. O livro que eu não sei o nome, e que ninguém conhece. O álbum que está todo na minha mente, e que ninguém pode mais ver. E eu tentei tanto pegar o máximo de coisas. E as coisas que eu achei que não seriam importantes, hoje martelam na minha cabeça. Hoje me desesperam, porque eu queria tanto tê-los. Pensando bem, a minha vida toda foi assim. Querendo ter o que se perdeu. Tentando levar tudo consigo, e nunca perder nada. Desesperada tentando com somente dois braços pegar ao mesmo tempo o máximo de coisas. E chegar sem nada no fim. Talvez seja por aí. Eu queria o meu livro. Eu queria reler aquele conto. E eu queria me ver de novo com 1 ano, fraldão, calcinha cheia de babados, em cima da vitrola da minha avó. Eu queria. Eu não peguei. Eu deixei lá. Pra pegar depois. E eu não consigo resgatar nem um e nem outro. E nem deixar pra trás. Eles estão presos no caminho.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Você já se sentiu assim?
Como se sua vida fosse uma montanha de nada
Me diga
Você já se sentiu assim
Quando tudo o que você faz é sugar o outro
Quando os seus estímulos são as conquistas do outro
Quando você vive como um parasita
Se instala na vida do outro e se realiza através dele
Mas na verdade você nunca fez nada por si
E o outro sempre se vai alguma hora
Então nessa hora você chora
Se deprime
Porque vê que sua vida não é nada
Me diga, você já se sentiu assim?
Você nunca se cansa de viver, respirar, sorrir e chorar
Pela vida de uma outra pessoa?
A vida é dela, e não sua
Você se ilude
Tristemente
Você é quase um encosto
Que não existe. Existe através do outro.
Como se sua vida fosse uma montanha de nada
Me diga
Você já se sentiu assim
Quando tudo o que você faz é sugar o outro
Quando os seus estímulos são as conquistas do outro
Quando você vive como um parasita
Se instala na vida do outro e se realiza através dele
Mas na verdade você nunca fez nada por si
E o outro sempre se vai alguma hora
Então nessa hora você chora
Se deprime
Porque vê que sua vida não é nada
Me diga, você já se sentiu assim?
Você nunca se cansa de viver, respirar, sorrir e chorar
Pela vida de uma outra pessoa?
A vida é dela, e não sua
Você se ilude
Tristemente
Você é quase um encosto
Que não existe. Existe através do outro.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Quer saber? Cansei de ser gorda. Cansei de não saber o que fazer da minha vida em plenos 30. Cansei de viver esperando, esperando, sem saber o que. Cansei de cruzar os meus braços e esperar que as providências caiam do céu. A vida não é isso. Não pra mim. Acho que ela até é isso sim, pra alguns sortudos. Mas não pra mim. Se eu quiser alguma coisa, eu vou Ter que me sacudir. Sacudir. Sa-cu-dir. Ter coragem. Pagar pra ver. Cansei de não fazer nada por mim mesma, cansei de ser uma parasita, cansei de olhar pra trás e ver resquícios do que eu poderia Ter sido e não fui. Cansei de olhar pra trás com saudades daquela Anne que se perdeu pelo caminho. Basta. Isso termina aqui e o reencontro acontece hoje. Tudo só depende de mim. Não é de namorado, amigo, pai, mãe, família, o caralho. Só de mim. EU. Eu, a responsavel por cada rumo que minha vida toma, por cada dia perdido, por cada hora ganha. EU. Somente eu. (na verdade esse post era pra falar só que eu cansei de ser gorda, e as providencias que ia começar a tomar pra reverter esse quadro, blablabla. Mas tá tudo conectado, uma coisa puxa a outra, na verdade.)
domingo, 22 de julho de 2007
Eu não sei o que fazer da minha vida. Eu não estou satisfeita com a minha vida. Eu não consigo fazer nada pra mudar o quadro da minha vida. Eu não sei o que fazer além de reclamar. Há muita coisa ainda a ser feita, eu sei. Ou não, se eu morrer amanhã ou depois de amanhã. Mas, supondo que eu tenha tempo, ainda há muita coisa a ser feita. Porque essa sensação de insatisfação sempre me acompanha? Porque esse vazio sempre paira ao meu lado? Eu não sei mais o que eu sou, ou quem eu sou. Isso é só comigo? Ou tá todo mundo insatisfeito com sua vida? Eu não sei, só respondo por mim. Me sinto paralisada. Cheguei aos 30, e aí? Tudo vai continuar na mesma? Eu não tenho mais paciência com as coisas. Estou perdida. Caindo, caindo, em um buraco sem fim. Procurando uma corda, um gancho. Ou simplesmente uma porta. Nada. Não sei mais. Não sei.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
E é claro que não é um cartão, ou a falta dele, que vai me fazer achar que fulano não é tão meu amigo quanto eu pensava. Lógico que não. Mas é a lembrança. A importância da lembrança. Quando uma pessoa é importante pra você, é lógico que você lembra. A minha visão é essa, e eu não consigo enxergar isso de outra forma. Esses detalhes não determinam nada, mas são uma espécie de termômetro, de medidor da sua importância para as pessoas. Afinal, eu sei, eu não saí desejando "feliz dia do amigo" pra colegas, nem para os menos queridos. Foram só os mais. Os mais-mais da minha vida. E não recebi nada em troca. Mas, em contraponto, eu lembro de todas as outras formas de amor que eles já demonstraram, de todas as declarações lindas, atos, porque atos valem mais do que qualquer outra coisa, enfim. Eu não estou questionando a amizade dos meus amigos. Eu sei que são um tesouro. Mas não entra na minha cabeça esse esquecimento. Vai ver é porque só eu que me ligo muito em detalhes.
Eu sou uma pessoa pobre. (Ao menos por enquanto, porque ainda não li "O segredo". Mas assim que o ler, eu sei que descobrirei como ganhar na megasena com a força do pensamento. E seguidamente casarei com o George Clooney. E aí nunca mais sentirei fome novamente. Seja de comida mesmo, ou de ser comida. Mas enfim, enquanto eu não descubro "O segredo", eu sou uma pessoa pobre.) Uma pessoa pobre que tem que escolher: ou compra roupa ou compra livros. Ou compra roupa ou compra dvds. Ou compra roupa ou viaja. Daqui a pouco andarei pelada pelas ruas.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
E eu cheguei mesmo ao fundo do poço. A al-facinha mais verde do pomar. Eu sequei um motorista de ônibus hoje. Sequei tanto, mas tanto, que ele até me ofereceu chocolate. Isso porque eu estava sentada atrás do cobrador. Mas eu queria mesmo que ele me visse secando. E fiquei muito chateada porque tudo não passou de troca de olhares. Quase que eu deixei meu telefone com o cobrador, pra entregar pra ele. Eu, secando um motorista de ônibus. Cujo nome era Marcelo. Claro que isso nunca entraria no meu currículo. Digo, em meu estado normal. Primeiro, porque motoristas de ônibus, salvo, claro, raríssimas exceções, são muitos safados. Galinhas, mesmo. E segundo porque, fator agravante, de nome Marcelo. Todos os Marcelos, salvo, claro, raríssimas exceções, são muito safados. Galinhas, mesmo. Então, eu estou ficando maluca. Atirando pra todos os lados, matando cachorro a grito. Se ele quisesse me comer ali mesmo, no banco do motorista, eu deixava. Mas espere, há coisas a meu favor. Também não é assim, sem motivo, que eu sequei o homem. Primeiro: ele tinha cara de mau. Só isso já é um chamariz pra mim. Adoro homens com cara de mau e coração de menino. Segundo: ele era doce. Como eu sei? Ele ficou simplesmente o tempo todo conversando e dando toda a atenção do mundo a uma idosa que sentou naquele banco bem do lado do motorista. Terceiro: o sorriso dele era lindo. Quarto: ele dirige muito. Quinto: olhar penetrante. E por aí vai. Não era só um motorista de ônibus. Era um motorista de ônibus, assim, de boca cheia. Mas não deu em nada, e eu to meio triste. Eu queria que rolasse ao menos uma troca de telefones, mas nem isso. Mas ao menos agora eu estou mais aberta às possibilidades. Ninguém pode dizer que eu sou exigente. Eu dei mole, mas muito mole, para um motorista de ônibus.
terça-feira, 17 de julho de 2007
O tempo é escasso, e pra certas coisas é tão lento, e construir demora muito, e eu não tenho mais paciência pra construir relacionamentos. Leva-se anos para atingir determinado nível de intimidade, de maturidade, de liberdade, de confiança, e são muitos anos e eu não tenho mais esses anos todos. Talvez por isso eu tenha tanto medo de perder os relacionamentos que já conquistei. Porque foram conquistados arduamente, anos e anos de dedicação, de tato, de renúncia, de paciencia. Talvez por isso eu relute tanto e tenha tanto desânimo frente à possibilidade do novo. O novo leva tempo pra se tornar um bom vinho. E sinceramente, só de imaginar isso eu já fico cansada. Talvez eu tenha mesmo que terminar sozinha. Talvez, e são muitos "talvez" nesse post, por isso eu sempre tive medo de terminar a vida sozinha. Porque no fundo, no fundo, a gente sempre sabe o que nos espera.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Engraçado que antes de você, tudo tinha graça. Tudo era legal. Todos eram divertidos. Eu me divertia. E muito. Aí veio você. E me levou pra outro nível. E sem perceber, eu fui subindo vários níveis. E eu fiquei exigente. E hoje, tudo aquilo que me divertia antes de você se tornou tão sem graça, tão banal. Hoje só tem graça com você. Se você estiver. Comigo. Mas hoje você não está. E eu tento regredir. Descer de nível. Lembrar como era legal. Mas não dá mais. Vc me infectou. Como um vírus. E agora, caralho, o que eu faço? Com que porra eu tiro você do meu sangue, das minhas veias, dos meus poros, do meu cérebro? Cadê a vacina? Quem vai me aplicar? Eu não aguento mais. Estou morrendo aos poucos. Sem você eu morro aos poucos. E não aceito mais doses mínimas suas. Não me bastam. Só quero muito, muito, muito. Todas as doses do mundo de você. Você inteiro em mim. Você tomando conta do meu corpo, você me invadindo, você vivendo em mim. É isso que eu quero de você. E eu tenho ouvido tantas musicas que falam sobre sonhar acordado. E eu sempre fiz isso, e agora faço mais. Com você. E com isso a sua força em mim só aumenta. E eu enfraqueço. E você cresce em mim. Abstrato, como um sonho. Mas cresce em mim, e eu posso sentir. Eu ontem chorei. Eu ontem chorei, chorei, chorei. E pensei tanto em como eu pensei que já estava curada. Mas que nada. Pura ilusão. Você sempre esteve lá, escondido. Nunca saiu de mim. E ontem eu sofri como achei que nunca mais fosse sofrer de novo. E eu destrambelhei, eu gritei, eu chorei, eu taquei coisas na parede, no chão, eu desmaiei. Porque eu estou enlouquecendo. Porque te quero como nunca. Além de tudo você é daqueles vírus que ficam encubados e quando voltam, voltam com força total, pra destruir. E é isso que você está fazendo comigo. Eu agora tenho mais experiência, é verdade. Eu agora vou agir com mais cautela, ao menos na sua frente. Mas quando eu fico sozinha, quando você não está, eu fico pior. Pior do que antes, dá pra acreditar? E eu nem quero mais falar sobre isso com ninguém, porque ninguém tem mais saco de me ouvir, e eu não tenho mais cara de pau pra falar. O que você tem? Você é perfeito pra mim, só isso. Nessa ilusão que eu criei, é verdade. Talvez, se você passasse a existir, eu veria que você na verdade não existe e pronto, me curaria. Aliás, talvez essa seja a cura. Ver você. Você existir pra mim. Mas que tristeza a minha, estou condenada a viver pra sempre com isso, porque você me nega a cura, e você já disse isso com todas as letras. E o que eu faço agora? Passo a beber? Saio com todos os caras que aparecerem na minha frente? é tão dificil quando eu vejo que eles não são você. Que não me divertem como você, que não têm o seu caráter, o seu senso de justiça, seu charme, seu humor, sua infantilidade, você, você, você. Você, o homem da minha vida. Você. Ah, que triste você.
sábado, 14 de julho de 2007
Eu preciso de mais um dia, sempre, mais um. Sempre, pra tudo.
Eu preciso sempre de mais um minuto, ou melhor, mais uns minutos, eu preciso, os minutos nunca, nunca são suficientes.
Eu preciso sempre de menos um dia, sempre, menos, porque eu sempre me arrependo de não ter feito, e quero voltar no tempo.
Eu preciso sempre de mais um beijo, sempre mais, mais, porque foi muito pouco, porque pode ser o último, porque podia não acabar nunca.
Eu preciso sempre mais de você, porque todo o muito é muito pouco, porque todo o tempo do mundo é como se fosse um segundo, porque
Eu preciso sempre de mais um minuto, ou melhor, mais uns minutos, eu preciso, os minutos nunca, nunca são suficientes.
Eu preciso sempre de menos um dia, sempre, menos, porque eu sempre me arrependo de não ter feito, e quero voltar no tempo.
Eu preciso sempre de mais um beijo, sempre mais, mais, porque foi muito pouco, porque pode ser o último, porque podia não acabar nunca.
Eu preciso sempre mais de você, porque todo o muito é muito pouco, porque todo o tempo do mundo é como se fosse um segundo, porque
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Você me diz que eu estou muitíssimo mal acostumada. Você faz questão de usar o superlativo. Eu já sei disso, querido. Nenhuma novidade até então. O pior é que eu sei. Mas até então você não sabia. Descobriu. Agora chegou a hora de eu me conter e sofrer em silêncio, fingindo que você não me faz falta, fingindo que você não é meu vício. E nem te fumar escondido eu posso. Então ao menos terei as minhas fortíssimas crises de abstinência em um lugar aonde ninguém possa ver. Aonde você não possa, ao menos.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Não é que eu seja do tipo ingrata, que não reconhece nada que fazem por mim. Não é. Eu não sou. Eu sei que você fez sacrifífios. Não, você não fez o seu melhor. O seu melhor seria o melhor. Mas você fez o possível para fazer o de sempre. Você se sacrificou um pouco. Você estava cansado, enrolado, cheio de coisas na cabeça, e memso assim fez. Mas aí foi aonde você errou. Você fez o que tinha que fazer. Você fez o que sempre é feito. Você fez o que achou que eu esperava que fizesse. Você fez mais por obrigação do que por vontade, por querer fazer. Você fez pensando em uma moeda de troca. Algo como:"Ela está esperando por isso". E aí, happy feet, não funciona. Sai tudo errado. Não era a sua intenção, mas não funcionou. O efeito foi contrário. Você conseguiu transformar o meu dia em um dia comum, em um dia ordinário. Você me fez repensar sobre o que nos tornamos. Eu tive tantas, tantas alegrias imensas durante o dia, e com você, justo com você, que era pra ser tudo mais divertido, mais leve, mais sem obrigações, mais sem formalidades, justo com você, happy feet, foi a parte mais triste. Cheguei a me sentir um peso. Porque eu vi essa responsabilidade nos seus olhos, no seu tom de voz, no seu mover. E não era pra ser assim, jamais. Nunca de você. Nada de fazer as coisas porque elas viraram um dever. Não é o meu lema, não é o que eu sigo. Reconheço o que você fez, mas sejamos sinceros, não foi bom pra mim e nem pra você. Eu não quero isso pra mim. E já não temos isso há muito tempo, na verdade. Mas a foto nunca havia ficado tão nítida. Foi duro ver como você conseguiu tornar um dia especial em um dia ordinário, comum. Mas não é culpa sua. No fundo, a culpa é minha também. Por deixar chegar nesse ponto.
É é incrível como você, o outro, o que não existe, mas que está sempre comigo, incrível como você, com um só email, um só, conseguiu tornar o meu dia o mais feliz em muito tempo. Incrível como você, só com um email, me fez flutuar, aumentar o som, dançar, sorrir para o mundo e abraçar o mundo. Incrível como você, só com a sua sinceridade, me faz a pessoa mais feliz do mundo e torna o meu aniversário inesquecível. Sem obrigações, só aquilo que se quer fazer ou falar. É mesmo uma pena, que, pra não estragar isso, pra não perder isso, nunca possamos viver isso. Mas é assim, não se pode ter tudo, não é?
É é incrível como você, o outro, o que não existe, mas que está sempre comigo, incrível como você, com um só email, um só, conseguiu tornar o meu dia o mais feliz em muito tempo. Incrível como você, só com um email, me fez flutuar, aumentar o som, dançar, sorrir para o mundo e abraçar o mundo. Incrível como você, só com a sua sinceridade, me faz a pessoa mais feliz do mundo e torna o meu aniversário inesquecível. Sem obrigações, só aquilo que se quer fazer ou falar. É mesmo uma pena, que, pra não estragar isso, pra não perder isso, nunca possamos viver isso. Mas é assim, não se pode ter tudo, não é?
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Não sei bem como cheguei aos 30. Sinto um misto de orgulho, de convencimento, de inconformidade, de insatisfação, de sensação de tempo perdido. Sinto que algo começa aqui. Sem alarde. Silenciosamente. Mas vem como um furacão. E eu não sei o que é. Nem como é. Mas sei que vem. Não sei o que vai me trazer. Mas sei que vem. E fico feliz, porque precisa vir. Porque eu preciso. É como se realmente nascesse uma outra de mim. Nascesse de dentro de mim. Brotasse. O que eu deveria ter sido desde o início. Ou não.
Eu preciso ler uma coisa crua, rasgada, cortante, que arde enquanto desce pela minha garganta. Que me acorde, me estabefe, me sacuda, me jogue, me empurre. Não quero coisas bonitinhas, com florzinhas, borboletas ou jardins. Quero a realidade do pó, do chão, do sujo, do podre, do submundo. Quero a vida, a real, enfumaçada, quente, suada e escaldante.
Todo excesso é prejudicial. Mas como não querer em excesso aquilo que nos faz tão bem? Como conseguir auto-controle suficiente para não querer se lambuzar no pote de mel? Como imaginar que aquilo que nos faz tão bem, em excesso pode se tornar o que mais mal nos faz? Como prever que o excesso de algo que te faz tão bem é como uma teia, que te prende, não te deixa sair, e você fica no meio do algo tão bom, que te faz tão mal, mas você não consegue sequer se mexer mais. Há de se ter um auto-controle tão grande, que lhe permita enxergar antes a situação à frente. Há de se ter um auto-controle que lhe permita apertar o botão "stop". Pra não perder tudo. Por querer demais. É difícil. Quase impossível. Mas não dá pra repetir o erro numa segunda chance.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Não, eu não aprendo. Nunca. E não consigo saber como isso cresceu tanto, e quanto mais ainda eu vou deixar crescer. Todo esse absurdo. Esse você que não existe, e, no entando, tá ali. Pra mim. Mas você não existe, eu sei. Vc é outra pessoa, e eu já to cansando dessa brincadeira. Mas é como um vício. Me faz mal, mas é bom, é muito bom. E eu não consigo suportar ficar sem. Mas eu vou te matar aos pouquinhos, eu vou. Eu vou parar de falar de você para os meus amigos. Quando me perguntarem "E o I.?" "ah, morreu." "jura?" "sim, eu acho. ele nunca mais entrou em contato" "ah, que pena", e aí eu recebo um abraço de conforto. Vou começar a dizer que nunca mais falei com você, que nos afastamos, que eu não sei, e eu não sei mesmo. Só sei é que vou te matar aos pouquinhos. Pra eu não morrer primeiro. Porque eu não posso morrer primeiro e deixar você matar assim tantas outras depois de mim.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
E de repente me pego fazendo teste de revista adolescente: Qual é a sua poção mágica?
Qual é a sua poção mágica?
Que tipo de feiticeira você é? O tem no seu caldeirão para enfeitiçar os meninos?
Resultado -
Disfarçada de anjo
Olhando de longe, muita gente não acreditaria que você faz jogos de sedução e tem um jeito especial de se aproximar quando está a fim. Nem os meninos percebem, o que faz parte da sua tática. Além de não intimidar os meninos que gostam de se sentir dominando a situação, seu jeito é uma boa forma de se proteger quando está na dúvida. Mas essa é uma etapa da conquista que precisa ser superada. Você deve saber a hora de partir para outra ou revelar seus sentimentos.
E não é que o resultado foi certinho?
Qual é a sua poção mágica?
Que tipo de feiticeira você é? O tem no seu caldeirão para enfeitiçar os meninos?
Resultado -
Disfarçada de anjo
Olhando de longe, muita gente não acreditaria que você faz jogos de sedução e tem um jeito especial de se aproximar quando está a fim. Nem os meninos percebem, o que faz parte da sua tática. Além de não intimidar os meninos que gostam de se sentir dominando a situação, seu jeito é uma boa forma de se proteger quando está na dúvida. Mas essa é uma etapa da conquista que precisa ser superada. Você deve saber a hora de partir para outra ou revelar seus sentimentos.
E não é que o resultado foi certinho?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
Em grande parte é a tpm. Verdade. Quando ela chega, tudo fica mais difícil, mais macabro, os horizontes se estreitam, as luzes falham, as esperanças en fraquecem, as perspectivas somem. Verdade. Mas, puta que pariu, que merda que as coisas ficam às vezes. E o pior é que eu sou uma pessoa consciente. Eu não culpo ninguém pelo meu fracasso. Eu sei que a única culpada sou eu. E é aí que eu fico mais deprimida. A tpm me faz enxergar a realidade. Fora dela, eu vivo em um conto. Não exatamente de fadas, mas um conto bom. A tpm é o meu General Franco.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
eu não consigo mais conversar com as pessoas, e é isso. eu fujo delas. pq acho que não vou ter assunto. e eu tenho tanto assunto comigo mesma. mas não com as pessoas. eu me limitei a duas pessoas com quem conversar. mesmo que eu queira conhecer mais gente, conversar com mais pessoas. mesmo que eu queira. eu não consigo mais. eu estou me tornando um bicho, ou o quê?
e vc me perturba tanto, me tira tanto do sério, me tira do eixo, me vira de cabeça pra baixo, aliás, vc acaba com a minha cabeça, com minha sanidade, com minha racionalidade. vc me fode tanto, infelizmente não do jeito que eu queria, mas você me fode tanto que eu até esqueci qual a porra do login do meu outro blog*, aonde eu ia postar isso. e agora eu tenho que colocar aqui mesmo, nesse, que não é a minha cara no momento, mas que é o único que eu ainda lembro login e senha.
* que era esse. mas eu gostei tanto desse post tão espontâneo que, agora que já lembrei minha senha e login, tirei do oooutro blog onde tinha postado e passei pra cá.
* que era esse. mas eu gostei tanto desse post tão espontâneo que, agora que já lembrei minha senha e login, tirei do oooutro blog onde tinha postado e passei pra cá.
E aí, estava escrevendo um texto sobre você
E o word deu pau
E eu perdi tudo
Todas as emoções que estava sentindo
O word apagou
Apagou
Apagou
Será que ele estava querendo me dizer alguma coisa?
Algo tipo "deixa de ser idiota e pára com essa babaquice de novo!"?
Acho que sim
Mensagem recebida
Mensagem entendida
Mas que eu continuo querendo você aqui
E pensando em você
Ah, isso eu continuo
E não há word que apague isso de dentro de mim
E o word deu pau
E eu perdi tudo
Todas as emoções que estava sentindo
O word apagou
Apagou
Apagou
Será que ele estava querendo me dizer alguma coisa?
Algo tipo "deixa de ser idiota e pára com essa babaquice de novo!"?
Acho que sim
Mensagem recebida
Mensagem entendida
Mas que eu continuo querendo você aqui
E pensando em você
Ah, isso eu continuo
E não há word que apague isso de dentro de mim
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Então que eu tenho que ter objetivos. Eu tenho objetivos. E hoje eu acordei com a força necessária para concretizá-los. Eu vou concretizá-los. E vou escrevê-los aqui. Pra poder, daqui a 1 ano, olhar pro passado e me orgulhar de todos os meus feitos. E nada de pensamentos contrários a esse for now.
- Voltar pra academia
- Começar a correr, independente da academia
- Reeducação alimentar
- Estudar disciplinarmente para concursos
- Passar pro TJ
- Comprar um carro
- Alugar um apto ou uma casa pequena e aconchegante
E é isso. Só isso. Coisas que eu vou realizar nos próximos 12 meses.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
É tanta coisa que eu quero falar ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo eu não quero falar sobre elas, porque quando a gente fala sobre as coisas parece que algo se desencadeia no universo e alguma força, algum poder atua sobre aquilo, seja pro lado bom ou pro lado ruim. Ou a coisa que não acontecia, acontece, ou a coisa que aconteceria não acontece mais. O poder das palavras, né? Mas desencadeando algo ou não, eu tenho que falar, porque essas coisas me sufocam, me entopem os poros, me pesam, me engordam, me, me, me, me. E uma coisa que tem me incomodado demais é o meu trabalho. Não sei se é mesmo o meu trabalho ou se é a minha atitude diante disso. Essa minha apatia. Essa minha mania de viver sonhando, imaginando, montando mil situações bem sucedidas na minha cabeça. E não sai daí. Da minha cabeça. Da minha mente. Dos meus sonhos. Eu não tenho forças pra levar adiante, pra transferir do abstrato pro físico, pra aterrissar aqui na terra e fazer valer os meus sonhos e planos e vontades. Mas e aí, de onde eu vou tirar essa força, afinal? De mim, né? Só de mim. É a única fonte. A gente suga umas energias daqui e dali e vai somando, mas a base, a força maior, tem que vir de mim. Eu sei o que eu sou, eu sei do meu potencial, eu sei da minha capacidade. Mas eu simplesmente deixei essa menina inteligente, dinâmica, esforçada e determinada adormecida. E agora ela não acorda por nada. Mas ela tá aqui. Em mim. Como sempre esteve. Como eu era antes de me deixar podar, amarrar, minguar. Eu preciso acordar essa menina, já passou da hora. Eu preciso. Não é uma escolha. É uma necessidade. É uma questão de futuro. Eu vou estudar pro concurso do TJ. Eu vou. Eu vou. E eu vou passar. Eu vou. Eu vou.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Eu queria tanto estudar Filosofia. E entender psicologia. Queria entender profundamente sobre filmes. E escrever coisas engraçadas e interessantes. Eu invejo pessoas que conseguem isso tudo, e mais alguma coisa. Não aquela inveja má, mas a inveja de admiração. Eu babo por pessoas assim. Bom, eu posso sair da janela e acompanhar a caminhada, né? Aliás, é a coisa que eu mais preciso fazer na vida. Sair da janela, parar de ver a banda passar e passar a fazer parte dela.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Eu quero uma noite de chocolates e vinhos
Lençóis de seda e uma cama confortável king size
Um braço forte ao meu lado e um abdômen firme
Uma voz suave e doce, e um abraço terno
Uma certeza acolhedora e um sorriso tranquilizador
Audrey Hepburn no dvd e um beijo macio em meus lábios
Olhos nos olhos, mãos por todo o corpo
Calor, desejo e frio na barriga
Felicidade
Eu quero uma noite assim.
Lençóis de seda e uma cama confortável king size
Um braço forte ao meu lado e um abdômen firme
Uma voz suave e doce, e um abraço terno
Uma certeza acolhedora e um sorriso tranquilizador
Audrey Hepburn no dvd e um beijo macio em meus lábios
Olhos nos olhos, mãos por todo o corpo
Calor, desejo e frio na barriga
Felicidade
Eu quero uma noite assim.
"Release your inhibitions,
Feel the rain on your skin!
No one else can feel it for you
Only you can let it in.
No one else, no one else
Can speak the words on your lips.
Drench yourself in words unspoken,
Live your life with arms wide open
Today is when your book begins
The rest is still unwritten..."
(Unwritten - Natasha Bedingfield)
Feel the rain on your skin!
No one else can feel it for you
Only you can let it in.
No one else, no one else
Can speak the words on your lips.
Drench yourself in words unspoken,
Live your life with arms wide open
Today is when your book begins
The rest is still unwritten..."
(Unwritten - Natasha Bedingfield)
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