terça-feira, 14 de agosto de 2012
A vida muda. A gente muda. Um pouco. Não muito. Acho que, na verdade, sempre traremos resquícios. Restos de quem fomos. Restos que não gostamos, mas que não saem de nós. Aquela carência. Aquele eterno "se sentir sozinha". Ou SER sozinha. Você casa, tem filhos, mas certas coisas não mudam. Não muda por exemplo aquele seu medo de que tudo mude. O seu namorado muda. Ele vira marido. E as mensagens mudam. Elas ficam menos amorosas e mais práticas. Menos te amos e mais "já pagamos?". E se esquece de como era. Eu não esqueço. Eu só lamento. Lamento por mudar. Acho triste. Por que tantos não conseguem manter o romance? Por que muda a constância dos te amos? Por que muda a intensidade do amor? Porquê? Continuo não mudando em não me adaptar às mudanças. Continuo sendo uma eterna carente. Agora com marido e filha. Mas sempre precisando de amor e atenção ao extremo e sempre brigando comigo mesma pra não ser assim, sempre me chamando à racionalidade quando necessário. Sempre tentando duramente, ao menos. Sei lá. Mas não é legal mudar certas coisas. Mas também não adianta lutar contra. O que tiver que ser, vai ser, do jeito que for. O que tiver que mudar, vai mudar. E não depende de mim. E nem a culpa será minha.
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