domingo, 2 de setembro de 2007
Eu digo pra ele como me sinto. Digo que estou triste. Digo que estou estranha. Digo, porque no fundo espero que ele me salve. Espero que ele diga coisas doces, que me ofereça seu colo e que fique me mimando a noite inteira. Surprise, surprise, ele não me salva. Pelo contrário. Em um surto de egoísmo (aliás, ultimamente isso tem acontecido muito, com as mais diversas pessoas), ele ignora o meu estado e pensa no lado dele. Em como ele sempre fala tudo pra mim (que "tudo" é esse, eu não sei), e não sabe nada de mim. Em como ele deveria ser assim, como eu (???), desde o início. Então além da tristeza pela grande massa de nada que minha vida se torna, ainda acabo me afundando mais pensando que agora ele não vai mais me falar sobre ele, contar coisas, partilhar sensações. Ainda tento insistir. Tento fazer ele enxergar o que eu preciso. Mas aí o que recebo é um descaso, uma demora nas respostas. Como tenho aquele instinto que não sei se é bom ou ruim, entro em um site de jogos, e, voilá, descubro que ele está lá, jogando. Ao invés de dar atenção pra mim, joga. E demora pra me responder no msn. Faço uma última tentativa. Digo que, como ele está ocupado, eu vou sair. Ele insiste que não está fazendo nada. Mas eu estou ali, vendo. Então eu desisto, e saio. Ele ainda continuou por meia ou uma hora jogando. Depois saiu. E eu fiquei. Aqui. Chorando. Perdida. Querendo tanto, tanto, encontrar alguém que me salve. Mas permaneço sozinha. Pequena. Perdida.
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