quinta-feira, 4 de setembro de 2008

E depois de um dia muito, muito, muito quente e abafado, começa a ventar. Será que o tempo vai virar de novo na sexta? Só porque eu preciso de finais de semana de sol pra organizar minha mudança?

Estou tão ansiosa (e repetitiva). Sei lá, tanta coisa pra fazer, tanta coisa pra comprar, tanta coisa pra pagar. Tenho que comprar praticamente tudo novo, não vou levar nada da casa antiga, vou deixar tudo com o ex. Todas aquelas coisas velhas. Lençol, travesseiro, copos, pratos, talheres, panelas, tudo, tudo, tudo. Ou melhor: nada, nada, nada. Então vou ter que gastar um dinheiro. E agora to numa vibe decoreba de ser, então passo horas no micro (do trabalho) pensando no que eu vou fazer com a descarga, com o piso, com a 'salarto', etc. Quero fazer uns adesivos, quero tapete vermelho, quero tanta coisa! Mas to numa dureza braba. Eu sei, eu só tenho que ir com calma. Eu não vou fazer tudo isso em um mês. Eu vou fazer isso aos poucos. E eu preciso controlar a minha ansiedade e lembrar que basta ir com calma. Respirar fundo, contar até 20 e tranquilizar. oooooooooouuuuuuuuuuuuunnnnnnnnnnn. Equilíbrio, Anne. Equilíbrio.

Acho que dá pra ter uma idéia de como anda a minha cabeça, se eu contar que perdi meus cartões de crédito dentro de casa, né? Que tipo de pessoa perde dois cartões de crédito e um cartão do banco dentro da própria casa? Eu simplesmente não lembro onde os coloquei. Eu lembro de tê-los tirado da carteira, porque ia pra Madureira e, justamente pra não correr o risco de ser roubada, ou algo assim, achei melhor sair sem eles. Pois bem. Essa é a última imagem gravada na minha mente. Depois disso eu simplesmente não lembro onde enfiei a porra dos cartões. Que raiva. Já procurei em bolsas, gavetas, não sei mais onde procurar. Vou ficar maluca. Quer dizer, já estou. Nunca vi isso. Deve ter um vilarejo de duendes (ladrões) na micro kitinete, não é possível.

Pra completar o bolo de pêlo de gato no meu cérebro, ontem o pedreiro da kitinete me agarrou. É. Minha fantasia erótica de trepar com um peão puxando meus cabelos quase se realizou. Isso me fez pensar muito, sobre várias coisas. Não, não sobre a fantasia. Mas... sei lá. Fiquei preocupada se realmente ultimamente não tenho mandado muitos sinais errados. E se isso é tão inconsciente assim, ou se eu minto pra mim mesma. Eu acho que não dei motivos pra ele me agarrar assim. Eu, sinceramente, não estava esperando essa atitude dele. Se havia um certo interesse? Sim, havia. Se eu dava mole? Não, não dava. Só conversava. Ai, sei lá. Se eu queria que ele me agarrasse? Se eu ficava imaginando como seria o beijo dele? Sim, queria. Sim, imaginava. Afinal, ele tem só 20 aninhos! É 'gatccchhhinhu' e tudo. Forte. Macho. Educado. Esforçado. Enfim. Fiquei confusa. Até porque fiquei com remorso por causa do namorado. Que, eu sei, é casado. E não há realmente um compromisso entre a gente. Há, mas não há. Porque ele não pode exigir nada de mim, já que todos os dias ele vai pra casinha dele ficar com a mulherzinha dele. Então eu não necessariamente traio. Eu só sigo com a minha vida. Mas esquecendo esses detalhes, há o sentimento. E namorado gosta mesmo de mim. Dá pra perceber. Depois de ter sido agarrada pelo pedreiro, percebi mais ainda. O quanto namorado me respeita. Se preocupa comigo, se não está me ofendendo de alguma maneira, se eu não estou me sentindo mal por alguma coisa. Namorado me trata realmente como uma namorada, e nunca como uma amante, no pior sentido da palavra. E com o pedreiro não, foi uma coisa só física. Me senti meio objeto. E olha que foram só alguns beijos. Claro, porque eu segurei o homi. Senão rolava ali mesmo, no meio do cimento, da terra e da pá. Então eu percebi que essa coisa de sexo só pelo sexo comigo não rola. No máximo rola na minha cabeça, nas minhas fantasias. Mas na hora 'h', na hora do "vem cá, minha nega" não dá. Não é a minha praia, eu saio fora, me sinto mal, não quero mesmo. Eu tenho que saber que a outra pessoa gosta de mim. Gosta muito de mim. Se preocupa comigo mais do que com o sexo. Aí sim, fica tudo bem.

Só quero ver como que eu hoje vou olhar pra cara do pedreiro. Mas tudo bem.

Um comentário:

Anônimo disse...

entendo seus motivos de não ter dado pro pedreiro. mas EU daria.