Eu estou tão chocada com uma notícia, que não sei nem o que falar, mas preciso. Da imprevisibilidade da vida, essa. E olha que quando escrevi o post anterior, ainda não sabia da notícia. Do acidente. Do terrível acidente. Eu estava em casa, em frente ao micro, quando entrou a notícia no RJ TV. Eu virei pra tv, por um momento meu coração acelerou, pois uma pessoa querida estava na rua, e poderia estar pela Av. Brasil, mas quando eu vi que, graças a Deus, não era nenhum conhecido, eu só lamentei, claro, mas virei e a vida seguiu. Depois ouvi de novo sobre o acidente, e de novo, e de novo, e o quanto tinha sido horrível, e quando eu me toquei de que tinham crianças no carro, eu fiquei mais triste, mais sentida pelo ocorrido. Mas hoje minha mãe me liga. Pra contar que uma das crianças era o enteado do meu tio. Um menino de 10 anos, que eu conheci há uns 2 meses atrás. Um menino fofo, esperto, botafoguense. De quem eu tirei várias fotos. Com quem eu comemorei por sermos botafoguenses. Que gostou de mim, e que na despedida veio me dar um abraço imenso e um beijo. E assim, morreu. Aquele menino fofo e lindo. Que amava tanto, tanto o pai, e morreu junto com ele. A família diz que o pneu estourou. Os jornais não dizem nada sobre. Mas a questão nem é essa. É de como as coisas acontecem. E nos deixam assim, impactadas. Eu estou tremendo até agora. Não to conseguindo tirar isso da cabeça. Porque é triste. Nem vou falar do estado da mãe. Estou falando só no meu estado mesmo. De saber que uma tragédia que até há pouco eu achava que tinha sido “distante”, foi com uma pessoinha razoavelmente próxima. E eu jamais, jamais, iria imaginar.
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